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A geração de
empregos com carteira assinada este ano no Estado de São Paulo
vem sendo a maior da história, com uma ampliação
de 682.049 postos no mercado formal entre janeiro e setembro - número
que representa 42% do saldo nacional de 1,6 milhão de vagas.
O resultado supera em 92 mil empregos o registrado no mesmo período
do ano passado, quando o estado fechou o mês de setembro com uma
expansão de 590.476 vagas.
O Estado é de longe o que mais gera empregos celetistas no país,
absorvendo quatro em cada dez vagas formais criadas este ano no Brasil
- seu saldo é quase quatro vezes maior do que o de Minas Gerais
(173.178), segundo estado no ranking de empregos formais. Só
na capital paulista houve um aumento de 183.607 postos, mais do que
toda a Região Centro-Oeste (126.888).
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o movimento das
festas de fim de ano deverá manter o mercado aquecido. "Esperamos
muitas contratações na área de Serviços
e as compras de eletrodomésticos também vão favoreçer
a Indústria. São Paulo tem tudo para fechar este ano com
o melhor saldo de sua história", afirmou.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
do Ministério do Trabalho e Emprego, que desde 1992 monitora
as admissões e demissões no mercado formal, todos os setores
de atividade econômica apresentaram elevações no
nível de emprego. Cerca de 40% dos empregos criados estão
na Região Metropolitana.
O setor responsável pelo maior número de vagas criadas
foi o de Serviços, com 208.583 postos. Em seguida aparecem a
Indústria da Transformação (203.710), Comércio
(83.707) e Construção Civil (56.495), cujo saldo deste
ano mais que dobrou em relação ao verificado no mesmo
período de 2006 (22.902).
Somente em setembro foram gerados 77.418 mil empregos com carteira
assinada em São Paulo, o que representou um crescimento de 0,80%
no total de empregos do estado no mês anterior, maior resultado
da série do Caged para o mês de setembro.
Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, os que mais
se sobressaíram foram São Paulo (29.611 postos), Guarulhos
(2.573), Jundiaí (2.508), Campinas (2.351) e São Bernardo
do Campo (2.156). Os setores com maior expansão de empregos foram
Serviços (28.452 vagas), Indústria de Transformação
(25.135), Comércio (14.927), e Construção Civil
(7.953).
O Caged registra mensalmente desde 1992 as contratações
e demissões reguladas pela Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT). Estão fora da estatística os servidores
públicos e empregados domésticos.
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