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Lula quer mais representação para Brasil no FMI e no Banco Mundial
04/04/2009

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer mais representação para o Brasil no FMI (Fundo Monetário Internacional) e no Banco Mundial, e uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), segundo entrevista publicada nesta sexta-feira pela revista italiana "LEspresso".

Lula afirma que, após seis anos de mandato, começava a se sentir "desmotivado", mas que a crise econômica é "quase estimulante", já que lhe deu "uma sacudida" que "dá vontade de lutar".

O presidente afirma que, durante as crises, mais investimentos são necessários, e por isso o Brasil investirá em "ferrovias, estradas, canais, diques, pontes, aeroportos, portos e projetos imobiliários" como nunca visto nos últimos 30 anos.

Lula disse estar convencido de que a economia brasileira chegará ao final do ano com um crescimento positivo, mas que são necessárias "novas decisões políticas que dependem dos governos dos países ricos".

As novas descobertas de petróleo "ajudarão a resolver" os problemas da pobreza e da educação, segundo Lula, mas ele esclarece que o Brasil não quer ser "um país exportador de petróleo".

"Queremos ser um país que exporta os derivados do petróleo, mais gasolina, mais petróleo de alta qualidade. Os investimentos foram planejados com a base em um preço de US$ 35 por barril. Agora, estamos a US$ 40 por barril, temos ainda uma boa margem", afirma.

Lula também fala de sua participação na cúpula do G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes) em Londres, no próximo dia 2, e afirma que se impressionou com o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Democracia

Sobre a Venezuela, Lula diz que é um país cuja democracia, segundo ele, pode "não ser compartilhada", mas acrescenta que ninguém pode dizer que o sistema não seja democrático.

"O presidente [Hugo] Chávez ganhou cinco ou seis eleições. Eu, só duas", disse, acrescentando que é preciso "respeitar as culturas e as tradições políticas de cada país".

No entanto, Lula afirma que, embora seu nível de popularidade permitisse "propor uma emenda à Constituição" e garantir um terceiro mandato, não seria positivo. "Chávez quis permanecer no governo. No que diz respeito a mim, sou da ideia de que mudar de presidente é importante para fortalecer a democracia."

Lula afirma também que apoia que a África tenha "um ou inclusive dois" postos no Conselho de Segurança.

Fonte: Agência Efe

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