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O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva conversou, por volta das 19h30 (horário de Brasília)
de ontem (11), por telefone, com o presidente eleito dos Estados Unidos,
Barack Obama, que retornou um contato que já havia sido feito
pelo governo brasileiro. Durante a ligação, Obama disse
que o Brasil deve fazer parte do grupo de países que busca alternativas
para superar a crise financeira mundial e aceitou o convite para visitar
o país, em data ainda a ser definida.
Na conversa de 15 minutos com Lula, que se encontra em viagem à
Itália, Obama afirmou, segundo a assessoria da Presidência
da República, que temas como a crise financeira não podem
ficar restritos a um pequeno grupo de países.
Lula disse a Obama que é necessário ter maior diálogo
entre Brasil e EUA sobre a Organização das Nações
Unidas (ONU). O presidente eleito dos EUA reconheceu o Brasil como ator
fundamental na América Latina, especialmente em relação
à reforma do Conselho de Segurança da ONU.
De acordo com a assessoria de Lula, Obama demonstrou conhecimento sobre
o Brasil, em especial sobre programas sociais, economia e energia renovável.
O presidente eleito do EUA informou a Lula que não vai estar
em Washington no próximo sábado, quando será realizada
a reunião do G-20.
Na conversa com Lula, Obama também lembrou que foi aluno do
ministro da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, Mangabeira
Unger.
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