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Vitória de Dilma estimularia ações de infraestrutura, diz BofA
As ações dos setores imobiliário, de transportes e de educação devem ser as mais favorecidas por uma eventual vitória da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na eleição presidencial de outubro, disse o Bank of America.
Dilma, candidata do presidente Lula, deve ampliar os gastos em imóveis para a baixa renda, infraestrutura e crédito educacional, informaram os analistas do banco em relatório a clientes.
As mais beneficiadas com isso seriam a Companhia de Concessões Rodoviárias, maior operadora de rodovias privatizadas do País, a Estácio Participações, maior administradora de universidades privadas do Brasil, e a construtora MRV Engenharia & Participações, de acordo com os analistas.
"Um hipotético governo Dilma significaria maior ênfase em investimentos públicos em infraestrutura," afirmam. O forte comprometimento de Lula "em reduzir as desigualdades sociais deve ser reforçado."
Enquanto investidores mantém uma visão "positiva" sobre um potencial governo de Dilma, em que esperam uma continuidade das políticas econômicas da gestão Lula, as ações devem sofrer durante a transição, segundo o banco.
Prêmio de risco
"Um prêmio de risco elevado para as ações pode ser o resultado temporário da disputa entre gastos elevados sociais e investimentos em infraestrutura, e a crescente necessidade de austeridade fiscal", escreveram os analistas. "Nós não acreditamos que a transição de governo no Brasil cria um rompimento estrutural."
Outras empresas podem se beneficiar com um mandato de Dilma, incluindo os administradores de instituições de ensino privado Kroton Educacional e Anhanguera Educacional, a incorporadora PDG Realty, a operadora de portos e rodovias EcoRodovias e a operadora de estradas Obrascon Huarte Lain Brasil.
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