O mercado de trabalho tornou-se um foco de doenças
como depressão e estresse. A tendência já se reflete em forte aumento no número
de brasileiros afastados pelo INSS por esse tipo de problema de saúde, informa
reportagem de Érica Fraga e Venscelau Borlina Filho publicada na Folha desta
sexta-feira.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal
e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
As concessões de auxílio-doença acidentário --que
têm relação com o trabalho-- para casos de transtornos mentais e
comportamentais cresceram 19,6% no primeiro semestre de 2011 em relação ao
mesmo período do ano passado.
Esse aumento foi quatro vezes o da expansão no
número total de novos afastamentos autorizados pelo INSS.
Nenhum outro grupo de doença provocou crescimento
tão forte na quantidade de benefícios de auxílio-doença concedidos entre
janeiro e junho deste ano.
"Há ondas de doenças de trabalho. A onda atual
é a da saúde mental", diz Thiago Pavin, psicólogo do Fleury.
Mudanças adotadas pelo Ministério da Previdência
Social em 2007 facilitaram o diagnóstico de doenças causadas pelo ambiente de
trabalho. Isso levou a um forte aumento nas concessões de benefícios
acidentários para todos os tipos de doença em 2007 e 2008.
Os afastamentos provocados por casos de transtornos
mentais e comportamentais, por exemplo, saltaram de apenas 612 em 2006 para
12.818 em 2008. Mas, depois desse ajuste inicial, tinham subido apenas 5% em
2009 e recuado 10% em 2010.
Fonte:
Folha Online
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