Até dezembro de 2011, o pagamento do 13º salário
deve injetar cerca de R$ 118 bilhões na economia brasileira. Este montante
representa aproximadamente 2,9% do produto interno bruto (PIB) do país e
considera os trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados
domésticos e beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários
de pensão da União e dos estados.
Cerca de 78 milhões de brasileiros serão
beneficiados, segundo estimativa do DIEESE. A estimativa feita leva em conta
dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE). Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), referente a
2009, e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e
da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).
No caso da Rais, o DIEESE considerou todos os
assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores
público (celetistas ou estatutários) e privado, que trabalhavam em dezembro de
2010, acrescido do saldo do Caged de 2011 (até agosto).
Da Pnad, foi utilizado o contingente estimado de
empregados domésticos com registro em carteira. Foram considerados ainda os
beneficiários – aposentados e pensionistas – que, em agosto de 2011, recebiam
proventos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e os aposentados e
pensionistas pelo regime próprio da União e dos Estados. Com relação aos
valores, para a estimativa do montante a ser pago aos beneficiários do INSS,
foi usado o total referente a setembro deste ano. Para os assalariados, o
rendimento foi atualizado pela variação estimada do INPC médio de 2011 (até
setembro) diante de igual período de 2010.
Para efeito do cálculo, o DIEESE não leva em conta
os autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de
inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono
de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que esses dados
são de difícil mensuração. Também não é considerado, por este estudo, o
adiantamento da primeira parcela do 13º salário ao longo do ano, uma vez que
funcionários de muitas empresas 2 recebem parcialmente o pagamento do 13º no
momento em que tiram férias.
Trabalhadores formalizados, como Wellington dos
Santos, começam a receber o 13º este mês/Foto Renato Alves
Não são também contabilizados os casos de
categorias que o recebem antecipadamente por definição, por exemplo, de Acordo
Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Da mesma
forma, o valor recebido pelos beneficiários do INSS é considerado pelo montante
total, sem levar em consideração, portanto, a primeira parcela já paga em
agosto.
Dessa forma, os dados apresentados constituem uma
projeção do volume total que entra na economia ao longo do ano e não apenas nos
dois últimos meses. Entretanto, estima-se que a maior parte, cerca de 70% do
total dos valores referentes ao 13º, seja paga no final do ano.
Dos cerca de 78 milhões de brasileiros que devem
ser beneficiados pelo pagamento do 13º salário, aproximadamente 29,7 milhões,
ou 38,1% do total, são aposentados ou pensionistas da Previdência Social. Os
empregados formais (48,3 milhões de pessoas) correspondem a 61,9% do total.
Entre estes, os empregados domésticos com carteira
de trabalho assinada totalizam quase 2,4 milhões, o que equivale a 3,1% desse
conjunto de beneficiários do abono natalino. Mais aproximadamente 1 milhão de
pessoas (ou 1,2% do total) são aposentados e beneficiários de pensão da União
(Regime Próprio). Há ainda um grupo, constituído por aposentados e pensionistas
dos estados (regime próprio), que vai receber o 13º e que não puderam ser
quantificados.
Do montante a ser pago a título de 13º, cerca de
20% dos R$ 118 bilhões, pouco mais de R$ 34 bilhões serão pagos aos
beneficiários do INSS. Outros R$ 84 bilhões, ou 71% do total, irão para os
empregados formalizados, incluindo os domésticos. Aos aposentados e
pensionistas da União, caberá o equivalente a R$ 6,1 bilhões (5,2%) e aos
aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 5,4 bilhões (4,5%).
Do Dieese
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