O
projeto que regulamenta o trabalho terceirizado no Brasil (PL 4330/04) deverá
ser votado nesta quarta-feira (9) na comissão especial que analisa o tema. O
relator da matéria, deputado Roberto Santiago (PV-SP), apresentou seu relatório
final no último dia 19, mas um pedido de vista feito por cinco deputados adiou
a votação do texto.
O presidente da comissão especial, deputado Sandro Mabel (PR-GO),
comprometeu-se a ouvir as centrais sindicais e entidades patronais sobre o
substitutivo apresentado pelo relator aos 26 projetos sobre a terceirização que
tramitam na Câmara.
Santiago afirmou ter elaborado um marco regulatório mais genérico sobre a
prestação de serviços, porque, se fosse mais específico, não conseguiria
aprovar o texto. O relator afirmou que existe pressão, a seu ver, legítima, dos
vários setores afetados pela proposta. “A legislação brasileira não trata da
terceirização”.
Esse projeto ficou pequeno, ele tem poucos artigos, poucos incisos, poucos
parágrafos. “O texto foi construído justamente para atender, em certa medida,
aos pontos indicados pelas entidades que participaram dos debates",
explicou Santiago.
Fiscalização do recolhimento de encargos - O texto do relator obriga as
contratantes a fiscalizar o recolhimento dos encargos sociais pelas prestadoras
- como FGTS e INSS. Se a prestadora não estiver recolhendo corretamente, a
contratante pode interromper o pagamento dos serviços. Além disso, o
substitutivo obriga as contratantes a verificar se as prestadoras cumprem os
acordos coletivos fechados pelas categorias de seus funcionários.
O texto também proíbe a intermediação da contratação de mão de obra
terceirizada e determina que as empresas prestadoras de serviço tenham apenas
um objeto em seu contrato social.
O texto define regras para evitar que empresas sem solidez financeira entrem no
mercado de prestação de serviços. O objetivo é reduzir os riscos de elas
falirem sem quitar suas dívidas com os trabalhadores.
Setor público
Em
relação ao setor público, o parecer de Roberto Santiago proíbe a contratação de
prestadores de serviços para as funções que estiverem previstas nos planos de
cargos e salários.
Dossiê organizado pela SRT e DIEESE/CUT, com apoio dos
ramos cutistas.
Fonte: Agência Câmara
de Notícias
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