Mulheres denunciam retirada de direitos

No primeiro dia útil de março, mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, sindicalistas amanheceram em frente a CPTM, no Largo da Concórdia, em São Paulo, ontem, para convocar a população para os atos que serão realizados este mês e denunciar os prejuízos da nova aposentadoria, os ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e os desmandos do governo Bolsonaro.

Em menos de duas horas, representantes do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CUT e demais centrais sindicais – CGTB, CSB, CSP Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central Sindical e UGT – distribuíram mais de 8 mil panfletos que explicam os prejuízos provocados pelas novas regras da Previdência.  O documento mostra como era e como ficou o acesso a benefícios como aposentadoria e pensão por morte.

“As mulheres precisam saber o que este governo fez e continua fazendo com a vida das mulheres. Com a reforma da Previdência toda classe trabalhadora perdeu, mas as mulheres, para variar, perderam muito mais”, afirmou a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista.

“E como se não bastasse este ataque, o governo diminuiu pela metade a pensão por morte, que também é concedida majoritariamente às mulheres”, criticou a secretária.

8 de março em todo o País

O Dia Internacional da Mulher será marcado por protestos políticos e manifestações culturais em todo país. Neste ano, o “grito” será contra Jair Bolsonaro, pelo fim da violência contra mulheres, contra o feminicídio, por democracia e por direitos.

Em São Paulo, as mulheres vão se encontrar a partir das 14 horas no Parque Mario Covas, próximo ao Masp e depois seguem em caminhada até a Avenida Paulista e terminarão o ato na Praça Rosevelt.

Agenda de luta

14 de março

Quando faz dois anos da morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e seu motorista, Anderson Gomes, as mulheres também sairão às ruas para cobrar respostas.

18 de março

“Dia Nacional de Luta em Defesa do Serviço Público, Estatais, Emprego e Salário, Soberania, Defesa da Amazônia e Agricultura Familiar”.

Convocado pela CUT e demais Centrais sindicais, o 18 de março será um dia de mobilizações nos locais de trabalho, paralisações e atos nas principais capitais e nas cidades do interior do país.

Fonte: SMABC com informações da CUT

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