Bolsonaro debocha do trabalhador e volta a atacar direitos

Mais uma vez Jair Bolsonaro desrespeitou os trabalhadores e atacou os direitos trabalhistas ao afirmar que no país há muitos privilégios para o que ele chama de “empregados”. O presidente também reclamou do fato de os direitos trabalhistas estarem garantidos em Constituição. Essa e outras declarações foram dadas durante entrevista ao Pastor Silas Malafaia, gravada no Palácio do Planalto.

Demonstrando não ter absolutamente nenhum conhecimento sobre a realidade do mercado de trabalho e total desprezo pelos mais de 12 milhões de desempregados, Bolsonaro afirmou: “Ninguém vai mandar embora um bom empregado. Eles mandam quem não tá correspondendo”.

O presidente aproveitou para criticar a multa de 40% que os patrões são obrigados a pagar quando demitem um trabalhador. “Tem que facilitar a vida do patrão. Acho que esse é o país que tem mais direitos, não adianta ter direitos e não ter empregos. Agora, não se pode mexer em direitos trabalhistas porque tudo está engessado no artigo sétimo da Constituição”.

Em tom irônico, Bolsonaro disse ainda que vai lançar o programa “minha primeira empresa” para quem reclama que não tem emprego. “Eu tenho falado para o Paulo Guedes: Paulo lance o programa minha primeira empresa. O cara que reclama que não tem emprego, ele vai ter meios de abrir a empresa dele. Daí ele abre a empresa dele. Paga R$ 5 mil por mês para todo mundo, pra ninguém reclamar do salário e vai ser feliz. Vai dar certo?, indagou com deboche.

O secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, classificou como absurdas as declarações. “É um absurdo ver dois privilegiados milionários, que vivem às custas do dinheiro do povo, falando em privilégios ao trabalhador brasileiro. Eles absolutamente ignoram o dia a dia de quem acorda cedo, pega condução lotada, passa o dia em pé na máquina, na faxina, dirigindo, carregando peso, atua em ambiente insalubre, chega em casa com dores e, ao final do mês, ganha um mísero salário que cobre apenas as despesas básicas, isso quando cobre”.

O dirigente classificou a entrevista como um total desrespeito em um momento que tantas famílias sobrevivem com um salário mínimo, tantos trabalhadores migram para informalidade e outros milhões seguem sem conseguir trabalho.

“Isso mostra o que esse governo pensa. O único intuito deles é retirar direitos da classe trabalhadora. Eles olham como privilégios o trabalhador ter um salário digno e ter condições de trabalho. Bolsonaro exalta a escravidão e o trabalho sem remuneração e sem direito. É esse Brasil que eles estão construindo para a atual e as futuras gerações e nós, como defensores históricos dos direitos trabalhistas, não podemos permitir tal destruição”, reforçou.

Fonte: SMABC

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