Sindicatos decidem intensificar a mobilização de campanha salarial

Os dirigentes que compõem os sindicatos da FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT) avaliaram as negociações da Campanha Salarial 2019 e os próximos passos da luta dos trabalhadores em reunião ontem, na sede da FEM, em São Bernardo.

“Definimos intensificar a mobilização em suas bases pela Campanha Salarial. Também rechaçamos a ideia de que salário e piso são a causa do desemprego e da recessão no país, como alegam os patrões. Pelo contrário, para o país crescer, salário e piso também precisam crescer”, defendeu o presidente da Federação, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão.

A FEM/CUT realizou ao menos uma conversa com cada bancada patronal. Novas reuniões estão marcadas para a próxima semana. A inflação do período deve ser divulgada nos próximos dias.

A pauta de reivindicações foi entregue aos patrões no dia 4 de julho. Este ano a discussão com G2, G3, Sindratar, Sindicel e Fundição é de pauta parcial, somente econômica, já que têm a CCT garantida por dois anos. Para os grupos, a FEM propôs a extensão da CCT por mais um ano, até 2021.

A pauta cheia, com as cláusulas econômicas e sociais, é negociada com o G8.2, G8.3 e Estamparia, já que a CCT vale até 31 de agosto deste ano. Já o G10, que não tem Convenção assinada, também recebeu a pauta cheia.

O tema da Campanha Salarial este ano é ‘Mais emprego, mais direito e mais salário’. Os eixos são: reposição integral da inflação mais aumento real; manutenção e a aplicação das Convenções Coletivas; respeito às entidades Sindicais; contra o fim das NRs (Normas Regulamentadoras) e redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

 

Fonte: SMABC / Foto: Raquel Camargo

 

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