Metalúrgicos querem discutir impactos da indústria 4.0 sobre o emprego

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (Smabc) está preocupado com o impacto sobre o emprego da chamada indústria 4.0. Os trabalhadores criticam medidas anunciadas pelo governo Temer para estimular a automação no setor produtivo, mas que não consideram o impacto negativo nos postos de trabalho. Eles apontam que países como a Alemanha e o Japão, que debatem democraticamente o tema há mais tempo e lideram esse processo de inovação, têm encontrado soluções como a redução da jornada de trabalho e a criação de novos vagas na economia criativa, por exemplo.

 

O pacote de medidas apresentado pelo governo prevê juros zero para a importação de máquinas e robôs, linha de crédito subsidiado para a compra desses equipamentos e capacitação profissional. Mas o número de trabalhadores que devem operar e interagir com essas novas máquinas será cada vez menor.

 

“O governo, de forma atrasada, anunciou esse plano de investimento sobre indústria 4.0 no Brasil, mas anunciou ‘solto’. Em nenhum momento pensou em discutir junto com os trabalhadores, conciliando com a questão do emprego”, afirmou o secretário-geral do Smabc, Aroaldo Oliveira, ao repórter Leandro Chaves, para o Seu Jornal, da TVT.

 

Ele ressalta que, na Alemanha, em meio às transformações causadas pelo incremento da automação nas linhas de produção, os trabalhadores conquistaram em fevereiro a redução da jornada de 35 para 28 horas semanais. “Foi baseado nisso, na perda de postos de trabalho e em como redistribuir melhor a mão de obra para não ter desemprego.”

 

A indústria 4.0 e seus impactos sobre a produção e o emprego passaram a ser temas incluídos pelo Smabc nos congressos da categoria.

por Redação RBA

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