Metalúrgicos da CUT participam do Fórum Social Mundial

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A direção da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) realizou a primeira reunião do ano para traçar o plano de ação contra onda de retrocessos do governo de Michel Temer. O encontro aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Químicos da Bahia. Os metalúrgicos também estão no estado para participar do Fórum Social Mundial.

 

De acordo com o secretário geral da CNM/CUT, Loricardo Oliveira, toda direção reafirmou o compromisso da entidade de fortalecer a indústria nacional. “Estamos em uma conjuntura desafiadora, mas discutimos que é preciso um programa industrial que seja de Estado e não de governo. Uma das atividades aprovadas na reunião é realizar um seminário sobre a indústria brasileira com ideias para os candidatos progressistas. Porque precisamos mostrar a indústria que queremos para o nosso país”, contou.

 

Após a reunião, os metalúrgicos participaram da marcha de abertura do FSM, que reuniu milhares de pessoas. “A CNM/CUT está interligada com os movimentos sociais. Estamos vivendo um retrocesso nas políticas públicas para jovens, mulheres e negros. Este Fórum mostra a importância de unir o movimento sindical e social para combater esse governo golpista que retira direitos”, afirmou o secretário geral.

 

E a partir desta união, o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, afirmou que até o fim de seu mandato, previsto para acabar no primeiro semestre de 2019, a Confederação irá dar continuidade na política dos coletivos. “Os coletivos de Formação, Saúde, Mulheres, Igualdade Racial, LGBT e Juventude são importantes porque prepararam, formaram e combatem esta onda de fascismo contra os pobres, negros, mulheres e trabalhadores”, afirmou.

 

Campanha de Sindicalização

 

A direção também aprovou a campanha publicitária de Sindicalização. Com o slogan “Se Você Acha Que o Sindicato Pode Fazer Mais, Faça Com a Gente – Sindicalize-se”, a campanha – que será conduzida local e regionalmente pelos sindicatos e federações de metalúrgicos cutistas de todo o país – tem o objetivo de fortalecer as entidades sindicais.

 

“Esta campanha vai impulsionar as lutas dos metalúrgicos e da classe trabalhadora contra as reformas e os ataques do governo golpista aos direitos trabalhistas. A CNM/CUT irá repassar todos os materiais para os sindicatos reproduzirem em suas bases. Eles subsidiarão as ações locais e as mobilizações em defesa da nossa classe. A campanha também estará disponível para outras categorias”, assinalou Cayres.

 

Fórum Social Mundial

 

O FSM tem como território principal o Campus de Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de outros locais da capital baiana, como o Parque do Abaeté, em Itapuã, e o Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário da cidade. Segundo os organizadores, são esperadas cerca de 60 mil pessoas, de 120 países, reunidas para debater e definir novas alternativas e estratégias de enfrentamento ao neoliberalismo, aos golpes e genocídios que diversos países enfrentam na atualidade.

 

Com mais de 1.500 coletivos, organizações e entidades cadastradas, e em torno de 1.300 atividades autogestionadas inscritas, o Fórum Social Mundial reúne representantes de entidades de países como Canadá, Marrocos, Finlândia, França, Alemanha, Tunísia, Guiné, Senegal, além de países sul-americanos e representações nacionais.

 

Neste ano, os metalúrgicos da CUT participam como observadores nos debates sobre tecnologia, defesa da democracia, Indústria 4.0 e trabalho do futuro com a reforma trabalhista implementada.

 

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)


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