Campanha Salarial fecha com reajuste e garantias

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A Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, e os sindicatos filiados, inclusive o nosso, assinaram, na sede da Federação, a nova convenção coletiva de trabalho da categoria. “A grande conquista desta campanha foi a inclusão da cláusula de salvaguarda, que protege os metalúrgicos e metalúrgicas do estado contra os efeitos da reforma trabalhista”, explicou Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP. “A cláusula garante o compromisso de negociação com os trabalhadores para qualquer mudança provocada pela reforma que os patrões queiram efetuar”, concluiu Luizão.

A convenção coletiva foi aprovada pela categoria em assembleias que foram realizadas pelo estado e prevê a reposição de 1,73%, índice que corresponde a inflação do período de 1 de setembro de 2016 à 31 de agosto de 2017, a renovação de todas as cláusulas sociais por um ano e a inclusão da cláusula de salvaguarda. Sifesp (fundição), Siniem (estamparia), Sindratar (refrigeração e aquecimento), Sicetel (trefilação e laminação de metais ferrosos), Siescomet (construções metálicas), Sinafer (artefatos de ferro e ferramentas em geral), Simefre (equipamentos ferroviários), Siamfesp (metais não ferrosos) assinaram o acordo nesta terça-feira, em São Bernardo do Campo.

Os sindicatos estão produzindo acordos por empresas nas bancadas patronais em que a negociação ficou travada, que é o caso do Grupo 10, autopeça e Sindicel. Após abandonar o Sindipeças, a bancada de forjaria e parafusos, que compunha o Grupo 3, procurou a FEM-CUT/SP para buscar o acordo. As negociações seguem nessas bancadas. “A centralidade desta campanha foi a garantia de nossos direitos por meio da CCT. Isso foi aprovado pela categoria e foi exatamente isso que a Federação buscou. Não aceitaremos menos do que isso”, finalizou Luizão.

Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta

A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 198 mil metalúrgicos/as no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil. Em um período como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão.

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP


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