Metalúrgicos da CUT/SP reafirmam compromisso de luta pela Convenção Coletiva de Trabalho

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A direção plena da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, realizou mais uma reunião de avaliação da Campanha Salarial 2017: Resistência, Unidade e Luta. Participaram do encontro o presidente e o secretário geral dos sindicatos filiados à Federação.

Alguns grupos patronais têm optado por “esfriar” as negociações com objetivo de não assinar a Convenção Coletiva de Trabalho e assim, a partir de 11 de novembro, data em que a reforma trabalhista passa a vigorar, retirar os direitos da categoria. “Avaliamos a situação de cada grupo patronal e com unidade, reafirmamos o compromisso do início da Campanha, que é a assinatura da Convenção para a manutenção dos direitos”, explicou Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP.

Os dirigentes também reafirmaram a importância da aprovação da Cláusula de Salvaguarda, que tem o objetivo de garantir o compromisso de debate entre as partes sobre qualquer alteração prevista na reforma trabalhista ou na terceirização de atividades fins. “Nosso compromisso é barrar os efeitos da reforma trabalhista por meio da Convenção Coletiva e estamos no caminho”, avaliou Luizão.

As mobilizações nas bases continuam e os dirigentes voltarão a se encontrar no próximo dia 20 de outubro, em Itu.

 

Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta

 

A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 198 mil metalúrgicos/as no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil. Em um período como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão.

 

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP – Foto: Marina Selerges


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