Grupo 3 insiste em ataques a direitos

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A FEM-CUT/SP realizou a terceira rodada de negociação com o Grupo 3. Na sede do Sindipeças, as cláusulas pré-existentes foram debatidas. O setor patronal nega avanços nas cláusulas que não tem impacto econômico, como por exemplo, o aumento da licença paternidade para 20 dias e aumento do período da licença amamentação.

Para a bancada patronal, o atual desemprego é resultado da carga tributária e dos direitos sociais que foram conquistados pela classe trabalhadora brasileira. Para o Secretário Geral da FEM-CUT/SP, Adilson Faustino, o Carpinha, a postura do grupo 3, que reúne peças, forjaria e parafusos, é inadmissível. “O atual desemprego é resultado da crise econômica e da crise política que o país atravessa pós golpe. Não são os direitos que conquistamos com muita luta que causam o desemprego”, rebateu Carpinha. Os patrões também questionaram os 30 dias de férias, alegando que apenas no Brasil as férias são “longas”. Claudionor Vieira do Nascimento, coordenador da regional Diadema do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, valorizou a evolução da relação entre o capital e o trabalho e cobrou respeito. “Não dá para comparar quem trabalha no ar condicionado, com quem trabalha no pé da máquina. O sistema capitalista explora tanto o trabalhador que ele não tem tempo para pensar, e isso não significa que ele não é inteligente. Diante disso, falar que 30 dias de férias é demais, é falta de respeito, no mínimo”.

Emprego Apoiado

A bancada patronal aceitou a cláusula compromissória que orienta as empresas a contratar pessoas com deficiência por meio da ABEA – Associação Brasileira do Emprego Apoiado. “Essa reivindicação era da Campanha Salarial de 2016, que caracterizou a nossa convenção como uma convenção humana. Importante avançar neste debate com o Grupo 3 que está há 3 anos sem assinar convenção”, explicou Carpinha. Os patrões devem entregar uma proposta de redação na próxima rodada de negociação.

 

Agência de notícias da FEM-CUT/SP

Foto: Marina Selerges/ FEM-CUT/SP

 


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