Nesta quinta (23), Confederação completa 25 anos de lutas

Compartilhe

Nascida a partir da certeza de que os metalúrgicos e as metalúrgicas da CUT precisavam se unificar em todos os cantos do país para alcançar a tão sonhada igualdade de direitos na categoria, primeiro a entidade foi estruturada como Departamento Nacional em 1989, atendendo deliberação do Congresso Nacional da CUT de 1988, que indicou a organização por ramo no interior da central.

Em 1992, quando as primeiras lutas unificadas da categoria já começavam a ganhar impulso, o 2º Congresso Nacional dos (as) Metalúrgicos (as) da CUT transformou o Departamento na Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT. Assim, no dia 23 de março de 1992 era fundada a nova entidade nacional da categoria.

Ao longo deste um quarto de século, em cada ação a CNM/CUT vem imprimindo as suas principais marcas: a solidariedade de classe, a defesa da democracia e a luta intransigente pelos direitos dos trabalhadores no Brasil e no mundo.

A Confederação foi fundada num momento crucial para a classe trabalhadora, quando o modelo neoliberal e a globalização econômica se intensificaram em todo o mundo. A entidade, sabendo dos desafios que este modelo apontava para a organização sindical e para a defesa dos direitos trabalhistas, passou a exercer um papel fundamental para a categoria.

Para impulsionar a unidade dos (as) metalúrgicos (as) cutistas – que tem entre suas principais bandeiras o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho –, a CNM/CUT começou a atuar fortemente na organização dos (as) trabalhadores (as) em redes sindicais. Essa estratégia tem sido fundamental até os dias atuais, particularmente em multinacionais, porque traz a perspectiva de globalizar as lutas da categoria e estreitar os laços com as entidades sindicais em todos os continentes.

Outro destaque – que também tem como horizonte a luta pela igualdade de direitos – é a organização dos metalúrgicos por segmento do ramo metalúrgico: automotivo (montadoras e autopeças), siderúrgico, naval, eletroeletrônico, bens de capital, aeroespacial e outros equipamentos de transporte. Este formato, ao mesmo tempo em que fortalece a unidade sindical no ramo, transformou a Confederação na principal porta-voz da categoria nos fóruns de política industrial.

Nestes 25 anos, a CNM/CUT se transformou no polo aglutinador para que, de norte a sul do país, a categoria, por meio de seus sindicatos de base, pudesse se fortalecer ainda mais para enfrentar os embates diários na relação capital-trabalho.

Com apoio e parcerias de entidades internacionais, investiu fortemente em programas de formação sindical. Exemplos concretos são os projetos voltados às mulheres e à juventude metalúrgica, que foram implantados praticamente já nos primeiros anos da Confederação. Mais recentemente, uma política que tem ganhado força é a de combate ao racismo, com programas de formação levados a todas as regiões do Brasil.

O compromisso efetivo com a organização dos (as) metalúrgicos (as) e a defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora transformou a CNM/CUT em referência para o movimento sindical internacional. Por isso, tem participação especial em congressos e conferências de inúmeras entidades em todos os continentes.

Esse reconhecimento fez com que metalúrgicos (as) da CUT ocupassem lugar na direção de entidades de âmbito internacional, como as antigas FLATIM (Federação Latino Americana dos metalúrgicos) e FITIM (Federação Internacional dos Metalúrgicos), e agora na IndustriALL Global Union, que unificou desde 2012 a FITIM com as entidades mundiais dos químicos e têxteis, na grande federação internacional dos trabalhadores na indústria.

Olhando para todo este caminho percorrido ao longo dos 25 anos, há motivos de sobra para nos orgulharmos de tudo o que foi feito até aqui e do papel exercido por todos (as) metalúrgicos (as) que integraram as direções da entidade desde a sua fundação, sem falar do apoio e do compromisso de cada sindicato e federação em contribuir para viabilizar o sonho da unidade da categoria, com respeito e, acima de tudo, solidariedade de classe.

Hoje, temos mais de 80 sindicatos filiados no país e representamos 800 mil metalúrgicos e metalúrgicas.

E junto com a CUT, com as entidades do ramo industrial e com os trabalhadores do campo e da cidade, a Confederação seguirá lutando por um país soberano e justo com o seu povo, para que a democracia e a cidadania sejam plenas, particularmente neste momento, em que todos os direitos trabalhistas e conquistas sociais estão sob sério risco com o golpe deflagrado pela direita e o capital internacional.

Não fraquejaremos! Somos metalúrgicas! Somos metalúrgicos! Somos CUT!

 

Paulo Cayres

Presidente da CNM/CUT


Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *