Com a presença do ex- presidente Lula, FEM- CUT/SP inicia Campanha Salarial 2016

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Diante da crise econômica e da tentativa de golpe, a Federação de Sindicato de Metalúrgicos da CUT/ São Paulo deu início a mais uma campanha salarial. Com a presença do ex- presidente Lula, a Plenária Estatutária da FEM – CUT/ SP aconteceu no último sábado, 11 de junho, na sede da entidade em São Bernardo do Campo.

Ex- presidente Lula participa de Plenária Estatutária 2016. Foto: Adonis Guerra/ SMABCO ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que apesar do momento difícil é possível retomar o crescimento apostando no mercado interno:

– “Pra gente concertar este país é só a gente voltar a acreditar nesse país. Acreditar no nosso mercado interno. Os metalúrgicos da indústria automobilística tem que saber que nós não precisamos de indústria metalúrgica para produzir carro aqui pra dentro. Agora nós temos que convencer as matrizes que a empresa que queria vir pra cá é pra exportar”

Com o slogan “Sem pato, sem golpe, por mais empregos e direitos” a FEM-CUT/SP aprovou, com cerca de 150 dirigentes da base, os eixos da

Dirigentes aprovam eixos da Campanha Salarial 2016. Foto: Adonis Guerra/ SMABCcampanha salarial:

-Não a terceirização e à perda de direitos;

-Pela estabilidade e a geração de empregos;

-Valorização dos pisos;

-Reposição total da inflação e aumento real;

-Jornada de 40 horas semanais.

 

Para Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, a campanha desse ano será difícil como foi 2015 e com agravamento da situação política do país: – “O cenário político talvez é que dite o ritmo da campanha. O governo golpista interino instalado tem propostas contrarias aos interesses da classe trabalhadora. Por tanto a campanha salarial, além da tentativa de recuperar o poder de compra dos salários, vai ser uma campanha de resistência aos ataques que nós já estamos sofrendo”.

Fausto Augusto Junior, coordenador de educação do Dieese, afirma que a perspectiva é que será uma campanha dura: – “A economia está com problemas, isso não é segredo para ninguém. A taxa de inflação está alta e a luta pra recomposição do poder aquisitivo dos salários é necessária e urgente. A tendência do patronal é se utilizar do desemprego como arma para não aumentar os salários”. Fausto completa que isso é o que mobiliza a categoria: “Historicamente a categoria já viveu momentos muito semelhantes a esse, que significa que tem que ir pra luta.”

Plenária Estatutária dá ponta pé na Campanha Salarial 2016. Foto: Adonis Guerra/ SMABC

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP
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Jornalista responsável: Marina Selerges

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